A doença do alcoolismo atinge cerca de 10% da população brasileira e, diferentemente de outras enfermidades, ela não é tratada como tal. Este problema social não pode continuar invisível aos olhos do cidadão e aos olhos do poder público, causando transtornos a milhares de famílias e relacionamentos.

A velejadora Isabel Swan, que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim, ao lado de Fernanda Oliveira na classe 470, e disputará sua segunda edição nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, participa deste apanhado de depoimentos que visa chamar a atenção para a desinformação e preconceito acerca do tema, que é agravado através do apelo publicitário e da anuência social.

 

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Enquanto o esporte direciona para uma vida saudável, o consumo de álcool pode causar dependência, trazendo consequências desastrosas. Esporte e álcool não combinam. O professor de educação física e ultramaratonista Rafael Vianna em sua fala para as câmeras se lembra dos casos de jogadores de futebol como Garrincha e Paul Gascoigne que tiveram suas carreiras interrompidas pelo uso e abuso do álcool. O jogador brasileiro faleceu aos 49 anos (vítima de cirrose) e o ex-futebolista inglês, que foi um dos ícones da seleção inglesa, foi flagrado no início deste mês em situação deprimente (apenas mais um capítulo na sua triste e polêmica história devido ao consumo excessivo de álcool).

O teaser de divulgação do documentário intitulado “Vítimas da Desinformação” também conta com a participação de Wanderley Rebello Filho, Presidente da Comissão de Políticas sobre Drogas da OAB/RJ e da OAB/Barra da Tijuca. Em fase de coleta e pré-produção, a produção amadora é uma iniciativa de uma dupla de alcoólicos em recuperação que visa divulgar o problema e tentar ajudar mais do que a si mesmos. Luciana Lage, idealizadora do projeto, tem a humildade de assumir a utilização de recursos técnicos limitados, mas destaca e enfatiza a importância do conteúdo.

 

A ideia é reunir depoimentos de alcoólicos, especialistas e entusiastas do tema, formadores de opinião e co-dependentes (nomenclatura que se dá para aos familiares e pessoas próximas ao dependente, que se tornam também vitimas das consequências causadas pelo álcool), sob a ótica de quem lida com este mal sem cura e orgulha-se de evitar o primeiro gole e ter encontrado uma nova maneira de viver.

Não há pretensão de uma bravata contra o álcool, até porque a maioria esmagadora das pessoas pode beber sem causar problemas para si e para os outros que a cercam. Mas se uma doença como o alcoolismo ameaça uma população (10% de brasileiros é uma quantidade alarmante), e se faz, a cada dia, mais presente no cotidiano das pessoas, é importante trabalhar a prevenção, informando e esclarecendo sobre o assunto. A informação dada desde cedo é a melhor forma para educar, lutar contra preconceitos e salvar vidas.

O projeto conta com uma vaquinha online para arrecadação de fundos.
Basta acessar o link http://migre.me/twg5t

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