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Dia 20, Consciência Negra. Iguape, rica em patrimônio e triste em sua história

Dia 20, Consciência Negra. Iguape, rica em patrimônio e triste em sua história

Durante os meses que morei na região da Jureia ouvi muitas histórias, a que mais me marcou foi uma lenda contada por um pescador, uma história que aconteceu após a Lei do Ventre Livre, quando filhos de escravos não tinham mais valor, pesquisando na biblioteca da cidade encontrei esse texto:

O choro dos Pagões

“Dizem mesmo que isso não é simplesmente uma lenda; é um caso verídico que aconteceu em Iguape, na época da escravidão, na fazenda de Itaguá, na encosta do morro do Espia, onde desce uma pequena cachoeira.

Ali existiu uma rica fazenda com inúmeros escravos. Quando porém se aproximava a época da colheita, o “sinhô”, mandava que seus capatazes roubassem os filhos das escravas, enquanto estas trabalhavam na lavoura. As pobres crianças eram levadas e deixadas na margem de Ilha Comprida, no charco, onde morriam. Essa atitude tinha como finalidade evitar que as mães escravas se preocupassem com os filhos e pudessem ter mais tempo de cuidar dos serviços.

Hoje, pescadores afirmam ouvirem claramente os choros pelo lado da margem da Ilha Comprida, perto da Pedra da Paixão”

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Sobre o Autor

Flavio Antonio Papini

Profissional da área de meio ambiente com especialização em Reciclagem de Pneus Inservíveis, administrador de duas páginas de imóveis no Facebook, divulgando casas e apartamentos de terceiros na Granja Viana, Jardim Paulista e região. Dei aulas de informática para pessoas acima dos 60 anos em 2015, quando morei na cidade de Santos, uma atividade muito prazerosa. Formado em Direito e Filosofia. E-mail:fnam04@gmail.com, Celular (11) 98147-3709.

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