A memória é uma função cognitiva, responsável pela capacidade de adquirir, armazenar e evocar informações, e possibilita através da interação com outras funções cognitivas, responder às demandas do meio da melhor forma possível para a resolução dos problemas do dia a dia.

Estudiosos referem que o envelhecimento predispõe a diversas condições de adoecimento, com repercussão sobre a capacidade funcional do idoso. Os transtornos cognitivos, que compreendem desde leves déficits atencionais ou de memória, até comprometimentos mais importantes como as síndromes demenciais, estão entre as condições que afetam a qualidade de vida do indivíduo, dificultando ou impedindo um bom desempenho ocupacional.

A boa notícia é que apesar das queixas de memória serem frequentes ( cerca de 50% dos idosos referem dificuldades de memória), apenas um quinto destes apresenta demência, ou seja, a maioria dos idosos não desenvolve a doença (Almeida et al.2007).

Sabe-se hoje que certos déficits de memória fazem parte do envelhecimento saudável e que medidas como manter uma boa saúde, evitar a inatividade, reduzir o estresse, manter as amizades e o bom humor, podem melhorar a saúde em geral, inclusive, cerebral. Além do mais, pesquisas sugerem que o desempenho cognitivo no idoso, pode ser mobilizado e até mesmo melhorado por meio de treinamentos específicos.

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