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Os nossos obstáculos de cada dia

Os nossos obstáculos de cada dia

Há alguns anos me deparei com um texto poético que atravessou a minha alma e atingiu diretamente o meu centro mais sensível e mais dolorido. Simples, mas extremamente profundo, de autoria de Sogyal Rinpoche, do ‘O Livro Tibetano do Viver e do Morrer’, levou-me a reconhecer e refletir como vivemos nossa vida no ‘modo automático’.

O texto, em primeira pessoa, começa com uma ação simples: andar pela rua. Só que há um ‘buraco’ na calçada, e, distraidamente, caio nele. Fico surpresa, me sinto perdida e sem esperanças, mas acredito que a queda não é minha culpa. Levo uma eternidade para sair dele.

Volto a andar pela mesma rua. O buraco continua lá, mas finjo não vê-lo e, consequentemente, caiu nele novamente. Fico com raiva por ter caído novamente, me sinto injustiçada e sem esperanças, mas não é minha culpa e mais uma vez leva um tempão para sair dali.

Volto à rua mais uma vez. Percebo e visualizo o buraco, mas não resisto e caio novamente nele. É um hábito. Desta vez sei onde estou, sei porque cai, reconheço a minha responsabilidade na situação, e, por isso, saio imediatamente.

Ando pela mesma rua. O buraco ainda está lá, mas agora o contorno e entro em uma outra rua, onde talvez haja ou não um novo buraco. Sinto-me mais preparada para cair no próximo buraco… E assim termina o texto.

A ciência confirma que cerca de 95% de todas as atividades executadas por nossa mente são automáticas, ou seja, são dirigidas pelo inconsciente, também conhecido como subconsciente, enquanto apenas 5% é controlado pela consciência. Assustador, não é?

Claro que isso acontece para não sobrecarregarmos nosso cérebro. Porém, isso faz com que a maior parte de nossas ações sejam transformadas em hábitos, e muito deles pouco saudáveis e nutritivos – assim como a metáfora de cair constantemente no mesmo ‘buraco’. Recondicionar, reprogramar, reescrever e até mesmo abandonar hábitos nocivos são desafios que exigem estratégias e muita determinação.

Voltando à analogia do ‘buraco’, somente à medida em que reconhecemos e nos responsabilizamos pela nossa situação, podemos mudar uma maneira de ser do ‘modo automático’ para o ‘modo consciente’, para o modo: ‘eu assumo minhas escolhas e todas as consequências que elas possam acarretar, acreditando na minha capacidade de transcende-las’.

Lembrando a encantadora cena do filme Peter Pan: “Sim, eu acredito em fadas, acredito, acredito!

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Sobre o Autor

Ana Carolina Martins

Ana Carolina Martins é mulher, uma ‘quase cinquentona’, jornalista, escritora, revisora de textos, mãe de Davi, interessada em temas sobre comportamento humano e autora do blog No Divã com Carol (http://nodivacomcarol.wordpress.com). E recebi uma noticia maravilhosa que é ser a Jornalista responsável por matérias que estimulam pessoas como eu a acreditar que vale a pena investir em uma nova carreira. Eu estou aceitando um novo e grande desafio que embarcar aqui no portal Total idadee e na escola de formação em Coaching a Pró Coaching Brasil

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