Aproveitando a onda das carnes de boutique e a super valorização dos brasileiros ao que vem de fora, nosso assunto será sobre cortes de carnes brasileiros, argentinos, americanos e suas características.

Antes alguns dados… a pecuária bovina ainda é um dos principais setores da economia brasileira, com um valor bruto de produção estimado em 74,38 bilhões neste ano, de acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, podendo crescer 21% na próxima década, chegando ao volume de 10.236 mil toneladas em 2026. Este crescimento está ligado ao valor competitivo de nossa carne no exterior e o número de cabeças de gado criadas no país, nada mais do que o maior rebanho comercial do mundo, com 214 milhões de animais, sendo neste ano abatidas 30,6 milhões de cabeças em todo o Brasil

As criações brasileiras basicamente se dividem em duas origens de gados, os taurinos vindos da Europa, e os zebuínos originários da Ásia, que por questões climáticas, se adaptaram e desenvolveram melhor ao nosso clima tropical e hoje representam 80% de nosso rebanho. As espécies mais conhecidas são Nelore, Indubrasil, Caracu, Tabapuã, Brahman, Gir e os famosos Black e Red Angus !

 

Estas raças e seus cortes estão cada vez mais presentes nos Menus de nossos restaurantes, churrascarias e “steak houses” pelo Brasil a fora, como exemplo o famoso corte “Chorizo”, espesso e muito saboroso, extraído do miolo do contrafilé do boi, com uma generosa capa de gordura por cima da carne.  Também existente nos EUA, onde é chamado de “Strip Loin”, “Strip Steak”, “Shell Steak” e “New York Strip Steak”, podendo ser servido com ou sem osso.

Outro corte muito popular é o “Bife Ancho”, também tirado do contrafilé, do miolo da parte dianteira do corte, onde aqui o chamamos de filé da costela, que ao contrário do “Chorizo”, trata-se de uma carne com gordura entremeada, saborosa e de sabor marcante. Seu equivalente americano é o “Ribeye”.

A nossa Fraldinha, um dos meus cortes favoritos, é retirada da ponta das costelas do boi, com fibras alongadas, sem muita concentração de gordura, mas rica em sabor e suculência, se bem preparada é claro. Na argentina é chamada de “Vacio” e “Skirt Steak” pelos gringos norte americanos.

A carne preferida dos brasileiros e eleita paixão nacional é a Picanha, corte da ponta do quadril traseiro do boi, com espessa capa de gordura, fibras largas, com suculenta e muito saborosa. Nossos “Hermanos Argentinos” a chamam de “Tapa de Cuadril”, mas não dão tanta importância ao corte, nos EUA, este corte não existe, exceto nas churrascarias brasileiras espalhadas pelo país.

 

 

O “T-Bone”, entre os mais conhecidos na América do Norte, é um corte com osso dividindo o contra filé do filé mignon, suculento e saboroso se preparado na grelha. Aqui no Brasil os antigos o chamavam de “Chuleta”, extraída do boi assim como do porco.

Outro corte incrível e que vem ganhando destaque no mundo gastronômico é o americano “Prime Rib”, um dos preferidos dos americanos em suas grelhas a gás. Uma carne extremamente saborosa, suculenta e macia, devido a sua proximidade aos ossos da costela e a alta concentração de gordura.  É equivale a nossa “Bisteca”, muito apreciada pelos brasileiros de classes econômicas mais baixas, que sabem o que é bom, por conta do seu preço e fácil de ser encontrada.

Estes são alguns cortes de carnes e também boas dicas para aqueles de se deliciam com o assunto e suas escolhas em restaurantes e grelhas… bom apetite !


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