“Sou um homem velho. E um homem velho existe para falar. Se o lagarto do lar se esquece de fazer as coisas pelas quais sua espécie é conhecida, ele será tomado por um lagarto da roça.”

E você, existe para que?

Pergunta filosofal talvez, mas já que pensamos, karma do ser, do nosso, é bom saber. Caso contrário, e de acordo com grifo citado, vamos pra roça, assim como o desvirtuoso lagarto que se esquece de fazer o que invariavelmente lhe compete. Ou como o macaco que desiste de trepar, o tigre que esquece de caçar, ou o formiga vagabunda.

E sina negada, ao ser ‘irracional’ é morte natural, certeza de exílio na esquina do mundo, patinho feio, ovelha negra, pau torto, fruta podre…

Mas o raciocínio nos foi dado e o fardo da descoberta nos encobre, quem sou eu, onde estou para onde vou? Vai saber, de propósito é quem sabe. Ao sabor do vento e da corrente só a água, a viva, que queima é o seu destino.

Já o homem, a humana, à busca!

O velho já o sabe: fala.
E você, jovem? E você, caipira? E você, senhor dos números, milionário ou matemático, músico ou professor, está em casa ou vai pra roça, lagarto? Já se achou ou está na lupa? Rasteja ou já engatinha, caminha?

Ao contrário dos animais, rabudos em já saber, já de cara o que fazer, nós não. Entre erros e acertos, existimos no tentar; persistimos, nos perdemos no caminho, volto aos trilhos, descarrilha, volto ao Lego e monto infinitas opções. Arquiteto de mim mesmo, bloco a bloco enterro a besta e vou na construção, me edifico na procura e acho na incessante.

Eu existo para tal. Sou jibóia, sou o gato, sou REAL.
Como é também Ezuelu o velho, Nigeriano; um sumo sacerdote que, no hábil e lúcido A FLEChA DE DEUS nos mostra que a sabedoria para conduzir um Lar, uma Tribo, várias, uma cidade ou nação só se sustenta a partir de um profundo, e REAL conhecimento de si e do seu propósito.